TL;DR
“Tem cheiro de piscina.” Essa frase, que a gente ouve desde criança, é um elogio estranho a um problema. Porque o cheiro de piscina não vem do cloro. Vem das cloraminas, subprodutos da reação do cloro com suor, urina e células da pele.
Em resumo: quanto mais cheiro de “piscina”, pior a qualidade da água.
Este texto explica a diferença entre os dois sistemas de tratamento, o que cada um faz com o corpo da criança e por que, pra quem tem asma, rinite ou pele sensível, a diferença é brutal.
O cloro é o desinfetante mais usado em piscinas do mundo. É barato, eficaz e fácil de aplicar. Mata bactérias, vírus e fungos.
O problema não é o cloro em si. É o que acontece depois.
Quando o cloro entra em contato com matéria orgânica (suor, urina, células mortas, protetor solar), forma compostos chamados cloraminas. São as cloraminas que produzem:
Pra uma criança asmática, cloraminas em alta concentração podem ser gatilho de crise.
O ozônio (O₃) é um gás com poder oxidante muito superior ao cloro. Quando injetado na água, ele oxida a matéria orgânica quase instantaneamente, antes que ela reaja com o cloro. Depois, se decompõe em oxigênio (O₂).
O resultado prático: a água precisa de muito menos cloro. O residual numa piscina ozonizada é de 1ppm (parte por milhão), o mesmo nível da água potável que sai da sua torneira.
O que você percebe na prática:
Na Planeta Corpo, tratamos a água com ozônio desde a fundação, em 1993. Na época, era raridade. Hoje, é diferencial.
O ozônio age na água enquanto está sendo injetado. Depois que se decompõe, não deixa residual. Se uma bactéria entrar na água depois do tratamento, não há nada para eliminá-la.
É por isso que toda piscina coletiva, mesmo ozonizada, mantém um residual de cloro. A diferença é a quantidade: 1ppm em vez de 3 a 5ppm de uma piscina só com cloro.
Esse residual mínimo é suficiente pra manter a água protegida entre um ciclo de ozônio e outro, sem causar os efeitos colaterais das cloraminas.
Se seu filho tem asma, bronquite ou rinite alérgica, a diferença entre nadar numa piscina com ozônio e numa só com cloro pode ser a diferença entre uma atividade que ajuda e uma atividade que atrapalha.
Se seu filho tem pele sensível ou dermatite atópica, a piscina ozonizada não vai ressecar nem irritar.
Se seu filho usa óculos e reclama de ardência, o problema não é o óculos. É a água. Com ozônio, os olhos não ardem nem sem óculos.
E pra qualquer criança, nadar sem aquele cheiro químico impregnado na pele e no cabelo é simplesmente mais gostoso.
Pergunte na visita: “Qual o sistema de tratamento da água?” Se responderem “cloro”, ok: é o padrão. Se responderem “ozônio”, pergunte: “Qual o residual de cloro?” Se for 1ppm ou próximo, é ozônio legítimo. Se não souberem responder, desconfie.
Observe também: a água tem cheiro? Arde o olho? Dá pra sentir na pele depois de mergulhar a mão? Na dúvida, mergulhe a mão. Vale a visita.
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